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Agosto de 2008
Fornos Solares em Timor-Leste

Local:
Timor-Leste, Timor

Datas:
Agosto de 2008

Responsável pelo Projecto:
Yasser Omar

Foi realizado em Agosto de 2008, o Projecto Fornos Solares em Timor Leste enquadrado na Linha de Acção 3 da SiW - Grande Ciência, Pequena Tecnologia -, tendo como objectivos fomentar a consciencialização da população timorense para os benefícios da adopção de métodos alternativos aos combustíveis mais usuais (lenhas e gás) na preparação das refeições. No projecto foi ainda dada uma especial ênfase na disseminação da utilização dos fornos solares, estabelecendo um primeiro contacto no terreno que permita servir de plataforma a possíveis iniciativas de cariz semelhante no futuro.

No sentido de atingir os objectivos acima mencionados, desenvolveram-se acções de formação junto da população local, que é o alvo primário do projecto em estreita colaboração com o Centro Juvenil Padre António Vieira (CJPAV). As acções de formação foram realizadas no CJPAV e em Balide, em Díli, e no centro ISMAIK de Tibar, tendo contado com uma participação de cerca de vinte pessoas em cada grupo, em que se incluíram utilizadores primários, mas também um chefe de Suku e alunos de vários graus de aprendizagem. Devido ao grande entusiasmo demonstrado pelos participantes, e correspondendo aos pedidos dos mesmos, construiu-se também no local uma réplica funcional dos fornos do tipo caixa fabricados em Portugal, utilizando apenas materiais disponíveis localmente.
Também por sugestão local, foi estabelecido contacto com os formadores do Centro Nacional de Emprego e Formação Profissional (CNEFP), aos quais foi dada uma formação mais vocacionada para a construção de fornos. Foi também feita uma sessão mais informal de perguntas e respostas na qual se explicaram as maiores dificuldades que surgiram aquando da realização do forno. No último dia houve ainda tempo para uma reunião com o Secretário de Estado do Meio Ambiente, a quem foram apresentados os objectivos do projecto e principais benefícios ambientais da utilização dos fornos solares e que agradeceu a presença e o trabalho desenvolvidos nos últimos dias.

Após sete dias de formação, foi possível constatar o entusiasmo por parte dos formandos, fruto da previsão de utilidade dos fornos, e do impacto que os mesmos podem ter. Há no entanto factores que suscitam alguma reserva quanto à disseminação generalizada da cozinha solar. Por último, há que referir que dada a cultura local, a importância destas iniciativas e o impacto que têm e poderão vir a ter, é da nossa forte opinião que qualquer futura fase deste projecto deverá prolongar-se por mais tempo por forma a possibilitar um acompanhamento diário e completo da evolução da integração das novas tecnologias junto dos utilizadores primários.

Finalmente, é necessário reconhecer toda a ajuda local prestada, que actuou para lá do interesse próprio e foi em diversas ocasiões instrumental na transmissão dos conhecimentos pretendidos, de modo especial o Centro Juvenil Padre António Vieira e a Associação Leigos para o Desenvolvimento.

   

     
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